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20/10/2009



O índice do dólar do Intercontinental Exchange, que mede o seu desempenho em relação a uma cesta de seis moedas principais do mundo, caiu na semana passada para 75,48, seu nível mais baixo nos últimos 14 meses e não muito longe do seu 71,33 baixa recorde de abril de 2008.

Mas afinal, quanto vale o dólar?

A maioria dos analistas concorda que o atual declínio do dólar é atribuível a uma estratégia do governo dos EUA para sair da crise, usando a sua moeda internacionalmente como uma variável de ajuste.

Nos EUA, a baixa demanda agregada impulsionada pelo elevado desemprego, a falta de acesso ao crédito e a estagnação (ou redução) dos salários, é a principal ameaça à sustentabilidade de uma fraca recuperação económica.

Como se sabe, um dólar desvalorizado afeta as reservas mundiais. Nesse sentido, o principal impacto seria na China, que tem uma reserva de mais de um trilhão de dólares.

Além disso, a China tem manifestado o seu desejo de desfrutar dos privilégios dos Estados Unidos por recursos, imprimir dinheiro e vender títulos de dívida para os governos e investidores internacionais. Ao contrário dos EUA, os demais países têm de vender seus produtos no mercado internacional para obter recursos, não basta ligar a impressora.

Neste cenário, a cotação do dólar responde às necessidades de seu próprio emissor, que a utiliza para exportar sua crise interna, explorando a sua condição de moeda padrão de comércio e transações internacionais.