O mercado consumidor para a indústria farmacêutica é o seu corpo, desde que ele esteja doente

21/10/2009


A gripe suína, tema já tratado neste blog em outros posts, já faz parte do passado recente da mídia brasileira. Não havia noticiário que não nos recordasse de que ela seria como a peste na idade média. Eu não dei a mínima, e, como já esperava, não peguei gripe suína e tampouco conheci qualquer pessoa que tenha conhecido alguém que teria conhecido alguém que a tivesse. No mais, recordei uma célebre frase que é mais ou menos assim: "o mercado consumidor para a indústria farmacêutica é o seu corpo, desde que ele esteja doente".

Em finais de Julho deste ano, o grupo suíço Roche Holding divulgou um lucro no primeiro semestre de 937 milhões de dólares, o que significou um aumento de 203%, e previu montante semelhante no segundo semestre de 2009. Os elevados dividendos obtidos se devem às vendas do antiviral Tamiflu.

A empresa GlaxoSmithKline, maior fabricante de medicamentos da Grã-Bretanha, tem um lucro previsto de um bilhão e 600 milhões de dólares através da comercialização de sua vacina contra a gripe suína.

Como se sabe, a vacina tem causado inúmeros danos psiquiátricos irreverssíveis, muitas vezes piores do que os sintomas da doença que ela deveria prevenir.