As Estratégias Perversas das Grandes Corporações

26/10/2009


Por curiosidade, estive lendo um livro sobre "Planejamento Estratégico". Para quem não sabe, trata-se de um ramo da Teoria da Administração direcionado à cúpula da direção de grandes corporações. O assunto, deveras, apresenta superficialidades, e, não raro, se perde em vagas generalidades, ao passo que só é preciso nas próprias taxonomias.

O interessante foi verificar, ao longo do livro, os fundamentos ideológicos das grandes corporações. De um ponto de vista nitidamente empresarial, os autores se propõem a criticar os trabalhadores e sua reivindicação salarial por meio dos sindicatos e também a intervenção do Estado na economia, já que, para eles, isto significa uma diminuição de seu considerável lucro.

O livro é escrito por ninguém menos do que o papa da Admnistração: Idalberto Chiavenato. Vejam só o que consta na página 5, é impressionante:

"O neoliberalismo vislumbrava, na crise econômica dos anos 70, o resultado da excessiva presença e intervenção do Estado na economia. Além disso, as raízes da crise estariam localizadas no poder excessivo dos sindicatos que havia corroído as bases de acumulação capitalista, com suas pressões reivindicatórias sobre os salários e com sua pressão parasitária para que o Estado aumentasse cada vez mais os gastos sociais. O remédio, então, era claro: manter o Estado forte em sua capacidade de romper o poder dos sindicatos e no controle do dinheiro, mas fraco em todos os gatos sociais e nas intervenções econômicas. A estabilidade monetária deveria ser a meta suprema de qualquer governo. Para isso, seria necessária a contenção dos gastos públicos com o bem-estar e a quebra dos sindicatos".

(CHIAVENATO, Idalberto e SAPIRO, Adão - Planejamento Estratégico. Ed Elsevier-RJ 2003)